
Estou sentado em frente ao PC, tentando descobrir por que estão me tratando tão mal, acho que não mereço, pois sou correto, vivo sobre regras que criei, até acho que sou um dos poucos que condiz com a tal razão. Engraçado, muitos tentam me ajudar a superar, mas não ouço, procuro ouvir o coração, ele me diz que tenho que sofrer, e acabo ligando as 00:30h e entrando pela porta da frente do Inferno.
Acabei me perguntando:
“Será que depois de tudo que eu fiz, mereço ter em meus ouvidos um ônus de codinome ódio...?”
Óbvio que não encontrei a resposta, pois não a quero ouvir. Quem a quer, afinal estas coisas são incondicionais.
Estou tentando me descobrir, me encontrar. Faço músicas que não fazem nada por mim, a não ser me lembrar do momento de crise que passei. Quantas vidas terei de viver pra aprender que a impulsividade se torna um câncer?
A resposta é retórica? Acho que não. Podemos viver várias vidas, mas a tal resposta está no amor em que sentimos, ele nos guia, como em um carro a 300 km/h sem direção.
È parece estranho, mas é assim que me sinto, pulando de um avião, sem pára-quedas, com a certeza de que irei chegar ao fim, bem no fim, e ouvir um simples afago.
Depois de tudo isso, acho que não creio em mim, vivo em pensamento. Buscando acreditar na razão que criei, e que dizem que não existe.
Neste momento em que escrevo este remanescente sentimento, penso no que fiz e no que não fiz, e me arrependo de não poder fazê-lo tudo novamente. Parece estranho, mas afinal, será destino, ou será esperança? Pois se um existe, o outro é obsoleto. Não sei se escreveram a minha vida, mas desejo acreditar que posso esperar que tudo melhore.
Bem, sejamos honestos, quem não viveu e/ou vivenciou estes relatos? E quem os superou sem arranhões, lesões? Muitos vivenciaram, mas poucos superaram? Acredito que viver / superar andam juntos, pois se você vive / supera, anda no tempo, no espaço do tempo, seguindo seus limites interdisciplinares da qual, aprendemos que não somos só nós, que não podemos pensar só em nós, mas devemos acreditar em nós e deixar independente, quem quer ser independente. E quando não superar tal fato? Quando não superar, é só pensar: “É, realmente sou humano”.
"In memoria... W.N."