O amigo é como o livro
nos trazem palavras, imagens e sonhos
na noite do abandono
é nele que nos escondemos.
Mas o medo, logo não mais o temos
e o frio logo percebido
ja não é mais inimigo
e o amigo citará novo capitulo no peito
assim como num livro de grande ensejo.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Fazer ou não fazer, eis a questão!
Voltando ao velho oficio da “pena” (como dizia o Visconde de Taunay), venho com remanescentes palavras das semanas anteriores. Se penso, logo desisto [é desisto mesmo]. O fato é que, por mais que tenhamos vontade de completar nossos desejos, os dias estão cansativos, e isso acaba por nos trazer apatia. Não estou buscando aqui soluções para este “causo”, pois isso não me compete, busco sim, confessar e problematizar o que está ocorrendo com alguns jovens trabalhadores/estudantes. Pense neste fato, são as perguntas e não as respostas que movem o ciclo humano.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
RESUMO - A REPÚBLICA VELHA
A República Velha consiste no período que se inicia com o fim da monarquia em 1889, e vai a até o “boom revolucionário“de1930.
Havia um grande descontentamento com o governo imperial de D. Pedro II por parte de importantes seguimentos da sociedade. Fazendeiros escravistas, religiosos e militares contribuíram por acelerar o fim do Império e assim, conseqüentemente, levar a proclamação da república, ao dia 15 do mês de novembro de 1889, movimento este liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que como mentor deste fato foi intitulado como “chefe” do governo provisório.
A nova divisão administrativa da republica substituiu as antigas províncias do império pelos estados. O Brasil torna-se agora uma republica federativa, podendo os estados ter uma certa autonomia em relação ao governo central.
O período da republica velha foi marcado pelo predomínio político dos grandes fazendeiros do café, apoiados pela oligarquia Paulista e de Minas Gerais. O sólido poder nos estados destes grupos, é jus a atuação dos coronéis, que compunham as lideranças locais. O ”coronelismo” era uma prática comum, eles tinham o suporte dos governos estaduais, pois estes dependiam de sua ajuda para a manutenção do status quo. Os coronéis agiam nas eleições pressionando os eleitores para que votassem nos candidatos por ele apoiados. Mas esse poder dos coronéis só se mantém enquanto é obediente ao estado, pois ao contrario ele é descartado.
O café reinou no Brasil. As maiores plantações se concentravam em São Paulo e Minas Gerais. No exterior, o café brasileiro dominou o mercado europeu e o norte-americano até a década de 1930.
Durante a republica velha ouve um surto da industrialização com grande desenvolvimento da indústria têxtil e alimentícia, haja vista, como estávamos na primeira guerra mundial, tivemos que produzir, fabricar, pois havia certa dificuldade na importação dos produtos internacionais, e com ela muitos saíram das regiões rurais e foram para as cidades, em busca de melhores condições de vida.
O trabalho na lavoura cafeeira e também nas indústrias que vinham crescendo, levou o governo a incentivar a imigração, nesse sentido, entre o final do séc.XIX e o começo do séc. XX grandes levas de imigrantes europeus e asiáticos vieram para o Brasil, muitos italianos, japoneses, portugueses e espanhóis.
APRECIAÇÃO CRITICA
Este livro nos remete a um tempo de grandes transformações em nosso país. Trevizan faz bom uso das palavras, tornando mais fácil a sua compreensão. Algo relevante também, são os fatos que este livro aborda e que muitos livros didáticos ocultam a respeito do inicio de nossa republica, das lutas internas, brigas das regiões com o poder central por autonomia, o real poder do café, o crescimento industrial e populacional urbano e muitos outros. Fatos estes que nos levam a refletir melhor sobre este inicio de republica. Vejo agora realmente, que não é aquela perfeição que meus professores diziam. O marechal era militar, e um antigo imperialista de carteirinha, então como esperar uma república de fato se, haja vista, “os mesmos vícios do império ainda reinavam”; também não gostava de ser questionado, não gostava que ”pisassem em seu calo”. Terminando então, usando as palavras do autor: “foi uma transferência de um poder oligárquico imperialista por um de oligarquia republicana, uma concentração de poderes em algumas poucas mãos”.
Livro de TREVISAN - A REPÚBLICA VELHA...
Havia um grande descontentamento com o governo imperial de D. Pedro II por parte de importantes seguimentos da sociedade. Fazendeiros escravistas, religiosos e militares contribuíram por acelerar o fim do Império e assim, conseqüentemente, levar a proclamação da república, ao dia 15 do mês de novembro de 1889, movimento este liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que como mentor deste fato foi intitulado como “chefe” do governo provisório.
A nova divisão administrativa da republica substituiu as antigas províncias do império pelos estados. O Brasil torna-se agora uma republica federativa, podendo os estados ter uma certa autonomia em relação ao governo central.
O período da republica velha foi marcado pelo predomínio político dos grandes fazendeiros do café, apoiados pela oligarquia Paulista e de Minas Gerais. O sólido poder nos estados destes grupos, é jus a atuação dos coronéis, que compunham as lideranças locais. O ”coronelismo” era uma prática comum, eles tinham o suporte dos governos estaduais, pois estes dependiam de sua ajuda para a manutenção do status quo. Os coronéis agiam nas eleições pressionando os eleitores para que votassem nos candidatos por ele apoiados. Mas esse poder dos coronéis só se mantém enquanto é obediente ao estado, pois ao contrario ele é descartado.
O café reinou no Brasil. As maiores plantações se concentravam em São Paulo e Minas Gerais. No exterior, o café brasileiro dominou o mercado europeu e o norte-americano até a década de 1930.
Durante a republica velha ouve um surto da industrialização com grande desenvolvimento da indústria têxtil e alimentícia, haja vista, como estávamos na primeira guerra mundial, tivemos que produzir, fabricar, pois havia certa dificuldade na importação dos produtos internacionais, e com ela muitos saíram das regiões rurais e foram para as cidades, em busca de melhores condições de vida.
O trabalho na lavoura cafeeira e também nas indústrias que vinham crescendo, levou o governo a incentivar a imigração, nesse sentido, entre o final do séc.XIX e o começo do séc. XX grandes levas de imigrantes europeus e asiáticos vieram para o Brasil, muitos italianos, japoneses, portugueses e espanhóis.
APRECIAÇÃO CRITICA
Este livro nos remete a um tempo de grandes transformações em nosso país. Trevizan faz bom uso das palavras, tornando mais fácil a sua compreensão. Algo relevante também, são os fatos que este livro aborda e que muitos livros didáticos ocultam a respeito do inicio de nossa republica, das lutas internas, brigas das regiões com o poder central por autonomia, o real poder do café, o crescimento industrial e populacional urbano e muitos outros. Fatos estes que nos levam a refletir melhor sobre este inicio de republica. Vejo agora realmente, que não é aquela perfeição que meus professores diziam. O marechal era militar, e um antigo imperialista de carteirinha, então como esperar uma república de fato se, haja vista, “os mesmos vícios do império ainda reinavam”; também não gostava de ser questionado, não gostava que ”pisassem em seu calo”. Terminando então, usando as palavras do autor: “foi uma transferência de um poder oligárquico imperialista por um de oligarquia republicana, uma concentração de poderes em algumas poucas mãos”.
Livro de TREVISAN - A REPÚBLICA VELHA...
AS AÇÕES NAS ESTAÇÕES
Há quem diga que a vida é uma dádiva
Outros, um desastre
Alguns, uma simples coincidência
Muitos, nem pesam nisso.
Se acreditarmos em nós, e no que semeamos
Teremos o fruto;
O tal fruto que colhemos é resultado do que plantamos,
Pois não podemos escolher frutos quando já plantados,
e sim, podemos pensar no que plantar ,
para que não tenhamos colheitas que não nos agradem.
entretanto, em uma colheita,
por mais que plantamos tais frutos “sadios”
a natureza pode vir a faltar, e dar-nos tempestades demais;
e assim, colhermos frutos “sadios” doentes.
E a vida?
Pode assim ser um desastre, já que foi feito o possível para
Semear bons frutos, e os bons frutos não vieram.
Mas pode ser uma dádiva,
Já que o tal fruto era sadio, e por uma coincidência do destino
Ele apenas teve um desagrado natural.
Somos um espelho de nós mesmos.
Nossas ações influenciam nossas estações
As vezes os dias são de flores com alguns espinhos,
Mas saberes colhe-lo de forma correta é a única maneira de não se ferir.
Outros, um desastre
Alguns, uma simples coincidência
Muitos, nem pesam nisso.
Se acreditarmos em nós, e no que semeamos
Teremos o fruto;
O tal fruto que colhemos é resultado do que plantamos,
Pois não podemos escolher frutos quando já plantados,
e sim, podemos pensar no que plantar ,
para que não tenhamos colheitas que não nos agradem.
entretanto, em uma colheita,
por mais que plantamos tais frutos “sadios”
a natureza pode vir a faltar, e dar-nos tempestades demais;
e assim, colhermos frutos “sadios” doentes.
E a vida?
Pode assim ser um desastre, já que foi feito o possível para
Semear bons frutos, e os bons frutos não vieram.
Mas pode ser uma dádiva,
Já que o tal fruto era sadio, e por uma coincidência do destino
Ele apenas teve um desagrado natural.
Somos um espelho de nós mesmos.
Nossas ações influenciam nossas estações
As vezes os dias são de flores com alguns espinhos,
Mas saberes colhe-lo de forma correta é a única maneira de não se ferir.
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