quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
A Carestia
O individualismo metódico correndo nas veias,
Quanta falta faz a falta....
A realidade anda tão falsa que ser sincero é irreal,
Não existe nos dicionários atuais.
O publico anda cada vez mais vampírico,
Deseja, implora, quer sangue!
Quanta falta faz a falta?
A farsa se alastra como um câncer,
Instala-se em cada órgão, matando-o aos poucos.
Quanta falta faz a falta de amor, de solidariedade, de segurança.
Ser irreal é ser o real. Nos tempos de aurora, as flores não murchavam!
Tudo faz falta, menos o excesso. Pois ele esta em excesso.
Qual a carência humana? Talvez seja a própria carência(...)
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Flertes e enfeites
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Nas sombras
Ele a vê em uma esquina.O sol com seus raios a ilumina. Ela está quase nua, pronta pra ser usada. De longe ele a encara fixamente, parece um leão com os olhos em sua presa. Ele se disfarça, parece abobalhado. Coloca a mão direita no bolso e com a esquerda mexe nos cabelos. Em um giro de 360° verifica se há alguém o observando. A passos lentos se aproxima da esquina onde ela se encontra. Lentamente a agarra no mesmo instante em que entrega a grana. A leva pro beco escuro que já observara hora antes. Seus olhos brilham. Não há sons naquele momento. Ele termina de despi-la, já excitado antes mesmo das vias de fato. Ele a cheira e se entorpece. As batidas de seu coração são ouvidas a quilômetros, seu sangue corre como um carro de corrida desgovernado, batendo pelas paredes de suas veias. Ah! Êxtase total. O suor escorre em seu rosto. Parece cansado. Deita-se ao chão em um canto úmido do beco. Um vento frio lhe toca o rosto e ratos passam pelas suas mãos. As excitações vão passando pouco a pouco e lentamente ele abre seus olhos. O efeito da cocaína passa e ele se levanta com passos largos, olhando pros lados, pensando na próxima dose.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Pirâmides, suas pedras e tumbas
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
O outro lado
Velas ao Mar
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A fonte da memória
Às vezes parece tão fácil escrever; os pensamentos tomam conta da mente. As inundam com palavras que de inicio parecem sem sentido. Parece estranho quando elas se encaixam entre os sonhos e fogem quando os olhos se abrem. A luz transforma tudo em irrealidade nos fazendo navegar nos dias de pouca paz.
Às vezes parece difícil escrever; os pensamentos escapam quando o sono vem. O cansaço interno se torna externo no fechar de olhos. As palavras agora não são transmitidas por sons e sim por feixes de luz que clarificam as trevas que todo coração vazio conhece bem.
Às vezes parece estranho estar só. Os olhos se abrem no escuro da noite. A mente não se sente e os pensamentos flutuam pelas cores do amanhecer.
Não se entende o próprio corpo quando se sente o primeiro respirar do acordar. Às vezes nem sabemos se estamos mesmo neste ou em outro plano. Perguntas sem sentido passam pelas linhas do cérebro e delas escapam pelas distrações que os olhos nos fazem crer. Fazem-nos perceber que o amanhecer realmente esta ali, lhe tocando o corpo.
Tenta-se fechar com força a palma da mão! O desgaste das horas de sono e de insônia desviam as forças do pulso para o peito. Ali se encontram portas que insistem em não se abrir, enquanto as mãos insistem em se tentar fechar. Em tentar sentir. Em tentar resistir as lágrimas que ainda não rolaram pelo rosto. Rosto este contraído, enrugado, como se estivesse sugando pelos olhos a pouca água que insiste em tentar sair.
Difícil de se levantar quando desde já se quer ver o crepúsculo. Enquanto os olhos se enchem e a garganta seca, isolando as cordas vocais que deixam escapar um leve gemido de dor que vem de dentro. Vem das portas que não se abrem.