quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Atalhos temporais

Em uma noite tardia
de reverências e encontros
alguns gritos são sonâmbulos,
outros tântricos

viesando por rimas
algumas quase vazias
me deparo com um disparo
uma lúcida luz,
um subjetivo som
um acorde que traduz a morte
um único tom.

Volto ao inicio,
desprovido de pleonasmo
gritos não encontro
somente fados, agrados
e então acordo afogado,
em meio a palavras sem sentido.
Em seguida olho ao lado,
e o que encontro são garrafas vazias;
algumas lembranças
e desencontros,
dádivas da vida.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Medalhas de sangue

O mundo de fábulas antiterroristas
criam guerras e mais guerras
enquanto a paz fica de lado,
atrás do armário de medalhas da 2ª grande guerra.
Dois grandes lados se configuram em três partes
com milhares de pedaços.
A receita está na quimica do pecado
já que este quebra-cabeças, quem constroi
é o sangue das mil e uma mortes de cada ditado.