sexta-feira, 28 de novembro de 2008

“Relatos exaustos”

Humor negro, mais conhecido como melancolia;
Traz adversos sentimentos.
Escritores o vivem;
E o chamam de mal do século.
Reparo no amparo que recebem;
É tão ruim que nem percebem;
Desgostos é o que se doa,
A aqueles que dão paz numa tarde tola.
Escrever poemas, dizeres,
Regar flores em jardins de terras tão estéreis;
É o oficio de quem rabisca algumas palavras
A quem não merece nada.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"Não dito"

Dizer que ama, não importa;
Pois se ama, não desgosta
Palavras são rosas com seus espinhos;
São facas que às vezes se tornam armas;
Finjo não ouvir o que pensei acima escrito;
Mas queria mesmo um barco
Pra navegar em seu lago,
Ou mesmo uma musica
P´ra lhe pedir abrigo e afago.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Palavras rasgam o tempo"


Estou sentado em frente ao PC, tentando descobrir por que estão me tratando tão mal, acho que não mereço, pois sou correto, vivo sobre regras que criei, até acho que sou um dos poucos que condiz com a tal razão. Engraçado, muitos tentam me ajudar a superar, mas não ouço, procuro ouvir o coração, ele me diz que tenho que sofrer, e acabo ligando as 00:30h e entrando pela porta da frente do Inferno.
Acabei me perguntando:
“Será que depois de tudo que eu fiz, mereço ter em meus ouvidos um ônus de codinome ódio...?”
Óbvio que não encontrei a resposta, pois não a quero ouvir. Quem a quer, afinal estas coisas são incondicionais.
Estou tentando me descobrir, me encontrar. Faço músicas que não fazem nada por mim, a não ser me lembrar do momento de crise que passei. Quantas vidas terei de viver pra aprender que a impulsividade se torna um câncer?
A resposta é retórica? Acho que não. Podemos viver várias vidas, mas a tal resposta está no amor em que sentimos, ele nos guia, como em um carro a 300 km/h sem direção.
È parece estranho, mas é assim que me sinto, pulando de um avião, sem pára-quedas, com a certeza de que irei chegar ao fim, bem no fim, e ouvir um simples afago.
Depois de tudo isso, acho que não creio em mim, vivo em pensamento. Buscando acreditar na razão que criei, e que dizem que não existe.
Neste momento em que escrevo este remanescente sentimento, penso no que fiz e no que não fiz, e me arrependo de não poder fazê-lo tudo novamente. Parece estranho, mas afinal, será destino, ou será esperança? Pois se um existe, o outro é obsoleto. Não sei se escreveram a minha vida, mas desejo acreditar que posso esperar que tudo melhore.

Bem, sejamos honestos, quem não viveu e/ou vivenciou estes relatos? E quem os superou sem arranhões, lesões? Muitos vivenciaram, mas poucos superaram? Acredito que viver / superar andam juntos, pois se você vive / supera, anda no tempo, no espaço do tempo, seguindo seus limites interdisciplinares da qual, aprendemos que não somos só nós, que não podemos pensar só em nós, mas devemos acreditar em nós e deixar independente, quem quer ser independente. E quando não superar tal fato? Quando não superar, é só pensar: “É, realmente sou humano”.
"In memoria... W.N."

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Reflexão – “Um dia de cada vez”

Viva ao que quiser, pois só você tem o caminho, a cada passo um desafio, a cada dia um temor o assombra, mas o dia sempre acabará, e terá novas manhãs a descobrir.
Nada será como ontem, o semblante escorre em nossos retratos.
Algumas coisas nem sempre tem respostas ou explicações por não terem acontecido,
Desculpe-se por coisas de ruim, o medo sempre nos transforma e nos tira a razão.
Viva aos momentos de todos os dias, pois eles nos informam o quanto temos por viver. .
A vida nos prega peças, que nem sempre podemos achar resultados para supri-las.
Quantos mais irão sofrer meu Deus?
Por favor, dê a quem tenha vontade, a chance de poder ser feliz. Quantos pais farão lindas pessoas infelizes?
Só queria vê-la feliz, para poder ser feliz.
Não sei de onde vim, mas queria respeito, os grandes sábios já diziam – não que eu seja um –: “de a quem mereça, dê um pouco de atenção”.
P´ra tudo que faço, existe algum motivo que irei descobrir algum dia.
Meus joelhos doem, mais vou levando na dianteira, afinal somos humanos,
Necessitamos de amor.
Se olharmos a vida como ela é, veremos que somos como árvores, necessitamos de calor, ás vezes caem algumas folhas, mas sempre elas renascerão, só dependemos de nossas raízes.
Nada como um bom dia após o outro, faz a todos bem.
A cada dia que se apaga, surge uma nova luz, Rodeada de novas ideologias tentadoras, que nos fazem pensar em o quanto somos fortes, Sensíveis.
O tempo absorve toda a tristeza e ódio existente em nossos corações
A cada perdão uma porta se abrirá.
A cada desafio um caminho se abrirá, e seremos todos verdadeiros humanos.
Peça a eternidade um jeito de não se horrorizar com os nossos dias,
Pois eles são cruéis, impiedosos.
Busque um caminho para a estrada que não se pode sentir o chão.
Pois é nela que encontrará o que tanto procura.
Há algumas loucuras em meio a essa diversidade etnológica.
Caminhões de paz são o que eles pedem, mas será que é isso o que eles querem?

in memorian - V. M.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O descaso com o “Patrimônio”

Há tempos mais um velho se foi. Esquecido pela sociedade que o observou por tanto tempo. Pela política que sempre esquece do nosso passado marcado de acontecimentos que nos mostra o quanto somos ricos, e de que possuímos uma enorme cultura que poucos lugares podem desfrutar. Quantas raízes mais ainda serão arrancadas? Quantas vidas históricas serão mutiladas por pessoas que só pensam nesse tal capitalismo, que por muitas vezes mostrou-nos ser sinônimo de destruição e desonra de quem só pensa na coletividade.
Será que está certo destronar riquezas históricas de uma sociedade pelo fato de tal crescimento mercantil ou algo mais?
Não sou um conservador, mas é importante o não esquecimento de nosso passado, para que possamos citar algo que fez parte do crescimento de nossa cidade.
Quantas lembranças históricas se apagarão em nossas memórias? Quantos mais vão se perder? Quanto vale uma vida patrimonial? Essas são perguntas que sempre me faço, e, vias de fato, o que nos resta acaba sendo o silêncio ensurdecedor.
O descaso com os alicerces de nossa cidade é construído a base da falta de estimulo cultural que muitos de nossos políticos têm. Abandonam nossas historicidades. Talvez não seja rentável a eles o fortalecimento dessas lembranças, de nosso bicentenário, ou pode ser que eles não tenham culpa... .
Pois essa injeção de desinteresse é um fato insano que eles fazem questão de carregarem suas veias.


“In memoriam” – Bairro Santa Cruz – Miranda, MS - Prédio que pertenceu a família Quadros.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sonho?

Com as luzes apagadas, surge um cheiro parecido com jasmim, parece bailar no ar como uma dançarina do século XVII. O vento levemente sacudiu as janelas, e percebeu-se que o odor subitamente tinha desaparecido como se estivesse em fuga. O rapaz de vinte dois anos foi em um canto escuro de seu quarto, perto de seu baú de estranha cor, e acendeu algumas velas. Foi se deitar - após um momento de súbita loucura que lhe sacudiu a cabeça - e então veio o sono. Ao acordar, notou um lenço umedecido no chão de cerâmica, e como por um reflexo se levantou e foi até o meio do quarto, se abaixou e agarrou o lenço de seda, de fina borda - incomum nesta região de poucas pessoas - levou-o até as narinas, e logo recordou-se do cheiro de jasmim que pairava em seu quarto. Colocou o lenço em sua cama, e se arrastou sobre suas pernas cansadas - pois se lembrou da ressaca que uma garrafa de gim o causou - e sentou-se em seu banco de madeira, de cor escura que seu tio lhe deu no natal anterior, e olhou fixamente ao tronco da arvore, vazia de folhas, que caíram com o outono, e notou que havia algo diferente, que parecia inexplicável, mas então abriu os olhos, e viu que tudo era um sonho, “tão estranho”, ele pensou, pois parecia tão real...

Quem nunca passou por fatos como este. Viver um “real fato”, e no fim descobrir que ele era apenas sonho, e que você nunca saberá o fim, e se perguntar: ”O que poderia ter acontecido?”... E não encontrar a resposta, e se martirizar por idéias que nos prendem.
Um sonho talvez dure bem pouco, mas o sofrimento que ele pode trazer pode durar anos.

“In memorian – Off Road”

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Carta de apresentação

Bom..., meu nome é João Paulo, tenho vinte e poucos anos, sou acadêmico de História, UFMS, campus de aquidauana, mas sou de Miranda. Toco guitarra numa banda. Como perco muitas noites de sono devido à alta ingestão de café, escrevo muito na madrugada. Resolvi fazer este blog para dizer algo que possa dar luz a mim e a quem precise. A bel prazer