quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Atalhos temporais

Em uma noite tardia
de reverências e encontros
alguns gritos são sonâmbulos,
outros tântricos

viesando por rimas
algumas quase vazias
me deparo com um disparo
uma lúcida luz,
um subjetivo som
um acorde que traduz a morte
um único tom.

Volto ao inicio,
desprovido de pleonasmo
gritos não encontro
somente fados, agrados
e então acordo afogado,
em meio a palavras sem sentido.
Em seguida olho ao lado,
e o que encontro são garrafas vazias;
algumas lembranças
e desencontros,
dádivas da vida.

Um comentário:

Jose disse...

Adoro a palavra lúcido
adorei o poema queria um atalho temporal.