Desapareço,
por apreço apareço,
quase não mereço a minha própria falta.
Por uma pauta, em um jornal qualquer,
escrevo a sua falta, dar-me-ei em mim.
Concluo que, quando não apareço,
é pela falta de apreço, pelo desprezo em mim.
Quando jogo com palavras, elas se distorcem,
fazem um nó.
Dedos travam, linhas cerebrais se desconectam,
e assim, me conecto em mim.
Estar distante de mim é estar perto de mim,
Enfim,
Estou em duas dimensões sem fim.
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