Navegando pelos becos da web, encontrei vários salões escuros e muita gente. Entrei em alguns destes macro incendiários sem bater à porta. Fácil, não? Fiquei por um tempo analisando suas atitudes e com os olhos no relógio não via a hora de poder sair. Fartos olhos fundos, pouca cor e muita ânsia em ser a camada de ozônio e se desgastar a cada metro cúbico de fumaça inalada. Vidros nos chãos, álcool nas veias e pestes às cordas, mandando ver um suave “Mi maior” ao violão. Uma voz rouca, atirando velas de enterro pelas cordas vocais enquanto alguns passeiam em torno de seu velório, rindo sem motivo, com as pontas dos seus dedos queimadas, não se importando onde seus pés irão tocar. Uma leve brisa de desespero inalada, olhar fixo ao bar como se estivesse em frente ao mar e suas ondas refrescando seus pés, da mesma forma que um conhaque lhe refresca a garganta. Virtudes são vícios nessas inversões mágicas esculpidas em vielas esquecidas nas macrocidades. Constroem seus prédios em cima de tudo que vêem, se deliciando a cada tijolo e ferro colocado. Sobram ruelas escuras, úmidas e seus fungos, sobram medo, descaso e preconceito. O esquecimento é manipulado como um remédio e causa vícios. Becos e sombras são o que sobram aos que foram submetidos às doses desse remédio. Naufrágio a cada página da web, a cada click novas paisagens e antigos hábitos.
2 comentários:
Ae joão se revelando um pensador kkk.. Ae mano, gostei do modo que tu falou sobre uma viajem futurística... Um pensamento em forma de texto poético muito interessante este seu... abraços ai brother
valew fii
abraços..
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