quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Velas ao Mar
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A fonte da memória
Às vezes parece tão fácil escrever; os pensamentos tomam conta da mente. As inundam com palavras que de inicio parecem sem sentido. Parece estranho quando elas se encaixam entre os sonhos e fogem quando os olhos se abrem. A luz transforma tudo em irrealidade nos fazendo navegar nos dias de pouca paz.
Às vezes parece difícil escrever; os pensamentos escapam quando o sono vem. O cansaço interno se torna externo no fechar de olhos. As palavras agora não são transmitidas por sons e sim por feixes de luz que clarificam as trevas que todo coração vazio conhece bem.
Às vezes parece estranho estar só. Os olhos se abrem no escuro da noite. A mente não se sente e os pensamentos flutuam pelas cores do amanhecer.
Não se entende o próprio corpo quando se sente o primeiro respirar do acordar. Às vezes nem sabemos se estamos mesmo neste ou em outro plano. Perguntas sem sentido passam pelas linhas do cérebro e delas escapam pelas distrações que os olhos nos fazem crer. Fazem-nos perceber que o amanhecer realmente esta ali, lhe tocando o corpo.
Tenta-se fechar com força a palma da mão! O desgaste das horas de sono e de insônia desviam as forças do pulso para o peito. Ali se encontram portas que insistem em não se abrir, enquanto as mãos insistem em se tentar fechar. Em tentar sentir. Em tentar resistir as lágrimas que ainda não rolaram pelo rosto. Rosto este contraído, enrugado, como se estivesse sugando pelos olhos a pouca água que insiste em tentar sair.
Difícil de se levantar quando desde já se quer ver o crepúsculo. Enquanto os olhos se enchem e a garganta seca, isolando as cordas vocais que deixam escapar um leve gemido de dor que vem de dentro. Vem das portas que não se abrem.terça-feira, 30 de novembro de 2010
No que se refere ao trololó
Serra e Dilma respondem: “Por que a galinha atravessou a rua?”
Dilma Rousseff: “No que se refere ao fato de a galinha ter cruzado a rua, eu considero que este é mais um ganho do governo do presidente Lula. Eu considero que foi apenas depois que o presidente Lula me pediu para coordenar o PAC das Ruas é que as galinhas no que se refere ao cruzamento das ruas tiveram a oportunidade de poder cruzar as ruas, coisa que, aliás, só as galinhas com maior poder aquisitivo podiam no governo FHC, no qual o meu adversário foi ministro do Planejamento e da Saúde”.
José Serra: “Olha, este é mais um trololó da campanha petista. Veja bem, as galinhas cruzam as ruas no Brasil há anos. Eu mesmo coordenei a emenda na Constituição que permite o direito de ir e vir das galinhas. Eles ficam falando que foram eles que inventaram esse cruzamento de ruas, mas já no governo Montoro, quando eu era secretário do Planejamento, as galinhas cruzaram as ruas com maior segurança. Eu, por exemplo, criei o programa Galinha Paulistana, que permitiu que milhares de galinhas pudessem cruzar as ruas e, agora no meu governo, vou criar o “Galinha Brasileira”, em que toda galinha terá direito de cruzar as ruas quantas vezes quiser .“
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Inkurtto Rock Band - "Qual é o teu segredo"
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Seria trágico se não fosse cômico
“Quem manda é o freguês”, já dizia o seu Ivo do boteco.
De fato tem uns presidenciáveis que, vendo a postura de alguns milhões de eleitores, estão mudando o discurso e defendendo causas como se as apoiassem desde o seu batismo.
Entretanto, fica fácil perceber quem realmente está interessado com os problemas que ainda o país sofre.
Eu sempre “matava” as aulas de educação artística na época do ginásio, e não sei bem que cor daria a junção do vermelho com o azul, mais nessa espécie de plebiscito, sem duvida a junção das duas tentará ser verde, nem que seja no grito.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Atalhos temporais
de reverências e encontros
alguns gritos são sonâmbulos,
outros tântricos
viesando por rimas
algumas quase vazias
me deparo com um disparo
uma lúcida luz,
um subjetivo som
um acorde que traduz a morte
um único tom.
Volto ao inicio,
desprovido de pleonasmo
gritos não encontro
somente fados, agrados
e então acordo afogado,
em meio a palavras sem sentido.
Em seguida olho ao lado,
e o que encontro são garrafas vazias;
algumas lembranças
e desencontros,
dádivas da vida.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Medalhas de sangue
criam guerras e mais guerras
enquanto a paz fica de lado,
atrás do armário de medalhas da 2ª grande guerra.
Dois grandes lados se configuram em três partes
com milhares de pedaços.
A receita está na quimica do pecado
já que este quebra-cabeças, quem constroi
é o sangue das mil e uma mortes de cada ditado.