quarta-feira, 29 de agosto de 2012

4 Us


Desapareço,
por apreço apareço,
quase não mereço a minha própria falta.
Por uma pauta, em um jornal qualquer,
escrevo a sua falta, dar-me-ei em mim.
Concluo que, quando não apareço,
é pela falta de apreço, pelo desprezo em mim.
Quando jogo com palavras, elas se distorcem,
fazem um nó.
Dedos travam, linhas cerebrais se desconectam,
e assim, me conecto em mim.
Estar distante de mim é estar perto de mim,
Enfim,
Estou em duas dimensões sem fim.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A Carestia

A carência humana, a falta que faz a falta,

O individualismo metódico correndo nas veias,

Quanta falta faz a falta....

A realidade anda tão falsa que ser sincero é irreal,

Não existe nos dicionários atuais.

O publico anda cada vez mais vampírico,

Deseja, implora, quer sangue!

Quanta falta faz a falta?

A farsa se alastra como um câncer,

Instala-se em cada órgão, matando-o aos poucos.

Quanta falta faz a falta de amor, de solidariedade, de segurança.

Ser irreal é ser o real. Nos tempos de aurora, as flores não murchavam!

Tudo faz falta, menos o excesso. Pois ele esta em excesso.

Qual a carência humana? Talvez seja a própria carência(...)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Flertes e enfeites

Nas madrugadas é o seu cheio que vem,
Nas noites frias, seus abraços,
No verão o abandono,
Ele flertando, me contando coisas sobre alguém.

Nos dias de sol, os olhos gritam,
Vejo o som com aquela cor ainda não inventada,
Se for preciso, a tomo de assalto,
E a reinvento todos os dias.

Nos dias de chuva, o corpo queima,
E o resto não sei,
A Madrugada não se vê, mas o sol (...)
Ele sim a gente o vê.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nas sombras

Ele a vê em uma esquina.O sol com seus raios a ilumina. Ela está quase nua, pronta pra ser usada. De longe ele a encara fixamente, parece um leão com os olhos em sua presa. Ele se disfarça, parece abobalhado. Coloca a mão direita no bolso e com a esquerda mexe nos cabelos. Em um giro de 360° verifica se há alguém o observando. A passos lentos se aproxima da esquina onde ela se encontra. Lentamente a agarra no mesmo instante em que entrega a grana. A leva pro beco escuro que já observara hora antes. Seus olhos brilham. Não há sons naquele momento. Ele termina de despi-la, já excitado antes mesmo das vias de fato. Ele a cheira e se entorpece. As batidas de seu coração são ouvidas a quilômetros, seu sangue corre como um carro de corrida desgovernado, batendo pelas paredes de suas veias. Ah! Êxtase total. O suor escorre em seu rosto. Parece cansado. Deita-se ao chão em um canto úmido do beco. Um vento frio lhe toca o rosto e ratos passam pelas suas mãos. As excitações vão passando pouco a pouco e lentamente ele abre seus olhos. O efeito da cocaína passa e ele se levanta com passos largos, olhando pros lados, pensando na próxima dose.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Pirâmides, suas pedras e tumbas

Navegando pelos becos da web, encontrei vários salões escuros e muita gente. Entrei em alguns destes macro incendiários sem bater à porta. Fácil, não? Fiquei por um tempo analisando suas atitudes e com os olhos no relógio não via a hora de poder sair. Fartos olhos fundos, pouca cor e muita ânsia em ser a camada de ozônio e se desgastar a cada metro cúbico de fumaça inalada. Vidros nos chãos, álcool nas veias e pestes às cordas, mandando ver um suave “Mi maior” ao violão. Uma voz rouca, atirando velas de enterro pelas cordas vocais enquanto alguns passeiam em torno de seu velório, rindo sem motivo, com as pontas dos seus dedos queimadas, não se importando onde seus pés irão tocar. Uma leve brisa de desespero inalada, olhar fixo ao bar como se estivesse em frente ao mar e suas ondas refrescando seus pés, da mesma forma que um conhaque lhe refresca a garganta. Virtudes são vícios nessas inversões mágicas esculpidas em vielas esquecidas nas macrocidades. Constroem seus prédios em cima de tudo que vêem, se deliciando a cada tijolo e ferro colocado. Sobram ruelas escuras, úmidas e seus fungos, sobram medo, descaso e preconceito. O esquecimento é manipulado como um remédio e causa vícios. Becos e sombras são o que sobram aos que foram submetidos às doses desse remédio. Naufrágio a cada página da web, a cada click novas paisagens e antigos hábitos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O outro lado

Do outro lado do rio vejo um paraíso
com flores, talvez amores.
A nado sigo este caminho.
Quase não respiro,
penso nos afagos do outro lado
e me afogo pela pressa.
No desespero em encontrar o ar
me recordo da necessidade de lhe encontrar
e isso me alimenta e então sobrevivo.
Mas o caminho se torna descaminho
e já não vejo o outro lado
pois perdido, só procuro abrigo.

Velas ao Mar

Navegar é preciso
Talvez neblinas ou tempestades atrapalhem
embarcar para o mar;
Águas turvas e ondas talvez balancem nosso caminho
mas navegar é preciso
pois este é o nosso destino.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A fonte da memória

Às vezes parece tão fácil escrever; os pensamentos tomam conta da mente. As inundam com palavras que de inicio parecem sem sentido. Parece estranho quando elas se encaixam entre os sonhos e fogem quando os olhos se abrem. A luz transforma tudo em irrealidade nos fazendo navegar nos dias de pouca paz.

Às vezes parece difícil escrever; os pensamentos escapam quando o sono vem. O cansaço interno se torna externo no fechar de olhos. As palavras agora não são transmitidas por sons e sim por feixes de luz que clarificam as trevas que todo coração vazio conhece bem.

Às vezes parece estranho estar só. Os olhos se abrem no escuro da noite. A mente não se sente e os pensamentos flutuam pelas cores do amanhecer.

Não se entende o próprio corpo quando se sente o primeiro respirar do acordar. Às vezes nem sabemos se estamos mesmo neste ou em outro plano. Perguntas sem sentido passam pelas linhas do cérebro e delas escapam pelas distrações que os olhos nos fazem crer. Fazem-nos perceber que o amanhecer realmente esta ali, lhe tocando o corpo.

Tenta-se fechar com força a palma da mão! O desgaste das horas de sono e de insônia desviam as forças do pulso para o peito. Ali se encontram portas que insistem em não se abrir, enquanto as mãos insistem em se tentar fechar. Em tentar sentir. Em tentar resistir as lágrimas que ainda não rolaram pelo rosto. Rosto este contraído, enrugado, como se estivesse sugando pelos olhos a pouca água que insiste em tentar sair.

Difícil de se levantar quando desde já se quer ver o crepúsculo. Enquanto os olhos se enchem e a garganta seca, isolando as cordas vocais que deixam escapar um leve gemido de dor que vem de dentro. Vem das portas que não se abrem.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

No que se refere ao trololó

Recebi esta pelo msn. Logo me imaginei no centro de um debate presidenciável, mais é claro,como um espectador.


Serra e Dilma respondem: “Por que a galinha atravessou a rua?”

Dilma Rousseff: “No que se refere ao fato de a galinha ter cruzado a rua, eu considero que este é mais um ganho do governo do presidente Lula. Eu considero que foi apenas depois que o presidente Lula me pediu para coordenar o PAC das Ruas é que as galinhas no que se refere ao cruzamento das ruas tiveram a oportunidade de poder cruzar as ruas, coisa que, aliás, só as galinhas com maior poder aquisitivo podiam no governo FHC, no qual o meu adversário foi ministro do Planejamento e da Saúde”.

José Serra: “Olha, este é mais um trololó da campanha petista. Veja bem, as galinhas cruzam as ruas no Brasil há anos. Eu mesmo coordenei a emenda na Constituição que permite o direito de ir e vir das galinhas. Eles ficam falando que foram eles que inventaram esse cruzamento de ruas, mas já no governo Montoro, quando eu era secretário do Planejamento, as galinhas cruzaram as ruas com maior segurança. Eu, por exemplo, criei o programa Galinha Paulistana, que permitiu que milhares de galinhas pudessem cruzar as ruas e, agora no meu governo, vou criar o “Galinha Brasileira”, em que toda galinha terá direito de cruzar as ruas quantas vezes quiser .“



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Inkurtto Rock Band - "Qual é o teu segredo"


O que o ócio faz com uma Banda de Rock?
O clipe é da Banda Inkurtto de Miranda em
MS, (isso mesmo, dentro do Pantanal).
Ouça e veja.
Só não deixe de rir do sarcasmo utilizado nas letras e imagens...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Seria trágico se não fosse cômico

“Quem manda é o freguês”, já dizia o seu Ivo do boteco.

De fato tem uns presidenciáveis que, vendo a postura de alguns milhões de eleitores, estão mudando o discurso e defendendo causas como se as apoiassem desde o seu batismo.

Entretanto, fica fácil perceber quem realmente está interessado com os problemas que ainda o país sofre.

Eu sempre “matava” as aulas de educação artística na época do ginásio, e não sei bem que cor daria a junção do vermelho com o azul, mais nessa espécie de plebiscito, sem duvida a junção das duas tentará ser verde, nem que seja no grito.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Atalhos temporais

Em uma noite tardia
de reverências e encontros
alguns gritos são sonâmbulos,
outros tântricos

viesando por rimas
algumas quase vazias
me deparo com um disparo
uma lúcida luz,
um subjetivo som
um acorde que traduz a morte
um único tom.

Volto ao inicio,
desprovido de pleonasmo
gritos não encontro
somente fados, agrados
e então acordo afogado,
em meio a palavras sem sentido.
Em seguida olho ao lado,
e o que encontro são garrafas vazias;
algumas lembranças
e desencontros,
dádivas da vida.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Medalhas de sangue

O mundo de fábulas antiterroristas
criam guerras e mais guerras
enquanto a paz fica de lado,
atrás do armário de medalhas da 2ª grande guerra.
Dois grandes lados se configuram em três partes
com milhares de pedaços.
A receita está na quimica do pecado
já que este quebra-cabeças, quem constroi
é o sangue das mil e uma mortes de cada ditado.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cobertor

O amigo é como o livro
nos trazem palavras, imagens e sonhos
na noite do abandono
é nele que nos escondemos.
Mas o medo, logo não mais o temos
e o frio logo percebido
ja não é mais inimigo
e o amigo citará novo capitulo no peito
assim como num livro de grande ensejo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Fazer ou não fazer, eis a questão!

Voltando ao velho oficio da “pena” (como dizia o Visconde de Taunay), venho com remanescentes palavras das semanas anteriores. Se penso, logo desisto [é desisto mesmo]. O fato é que, por mais que tenhamos vontade de completar nossos desejos, os dias estão cansativos, e isso acaba por nos trazer apatia. Não estou buscando aqui soluções para este “causo”, pois isso não me compete, busco sim, confessar e problematizar o que está ocorrendo com alguns jovens trabalhadores/estudantes. Pense neste fato, são as perguntas e não as respostas que movem o ciclo humano.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

RESUMO - A REPÚBLICA VELHA

A República Velha consiste no período que se inicia com o fim da monarquia em 1889, e vai a até o “boom revolucionário“de1930.
Havia um grande descontentamento com o governo imperial de D. Pedro II por parte de importantes seguimentos da sociedade. Fazendeiros escravistas, religiosos e militares contribuíram por acelerar o fim do Império e assim, conseqüentemente, levar a proclamação da república, ao dia 15 do mês de novembro de 1889, movimento este liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que como mentor deste fato foi intitulado como “chefe” do governo provisório.
A nova divisão administrativa da republica substituiu as antigas províncias do império pelos estados. O Brasil torna-se agora uma republica federativa, podendo os estados ter uma certa autonomia em relação ao governo central.
O período da republica velha foi marcado pelo predomínio político dos grandes fazendeiros do café, apoiados pela oligarquia Paulista e de Minas Gerais. O sólido poder nos estados destes grupos, é jus a atuação dos coronéis, que compunham as lideranças locais. O ”coronelismo” era uma prática comum, eles tinham o suporte dos governos estaduais, pois estes dependiam de sua ajuda para a manutenção do status quo. Os coronéis agiam nas eleições pressionando os eleitores para que votassem nos candidatos por ele apoiados. Mas esse poder dos coronéis só se mantém enquanto é obediente ao estado, pois ao contrario ele é descartado.
O café reinou no Brasil. As maiores plantações se concentravam em São Paulo e Minas Gerais. No exterior, o café brasileiro dominou o mercado europeu e o norte-americano até a década de 1930.
Durante a republica velha ouve um surto da industrialização com grande desenvolvimento da indústria têxtil e alimentícia, haja vista, como estávamos na primeira guerra mundial, tivemos que produzir, fabricar, pois havia certa dificuldade na importação dos produtos internacionais, e com ela muitos saíram das regiões rurais e foram para as cidades, em busca de melhores condições de vida.
O trabalho na lavoura cafeeira e também nas indústrias que vinham crescendo, levou o governo a incentivar a imigração, nesse sentido, entre o final do séc.XIX e o começo do séc. XX grandes levas de imigrantes europeus e asiáticos vieram para o Brasil, muitos italianos, japoneses, portugueses e espanhóis.


APRECIAÇÃO CRITICA

Este livro nos remete a um tempo de grandes transformações em nosso país. Trevizan faz bom uso das palavras, tornando mais fácil a sua compreensão. Algo relevante também, são os fatos que este livro aborda e que muitos livros didáticos ocultam a respeito do inicio de nossa republica, das lutas internas, brigas das regiões com o poder central por autonomia, o real poder do café, o crescimento industrial e populacional urbano e muitos outros. Fatos estes que nos levam a refletir melhor sobre este inicio de republica. Vejo agora realmente, que não é aquela perfeição que meus professores diziam. O marechal era militar, e um antigo imperialista de carteirinha, então como esperar uma república de fato se, haja vista, “os mesmos vícios do império ainda reinavam”; também não gostava de ser questionado, não gostava que ”pisassem em seu calo”. Terminando então, usando as palavras do autor: “foi uma transferência de um poder oligárquico imperialista por um de oligarquia republicana, uma concentração de poderes em algumas poucas mãos”.

Livro de TREVISAN - A REPÚBLICA VELHA...

AS AÇÕES NAS ESTAÇÕES

Há quem diga que a vida é uma dádiva
Outros, um desastre
Alguns, uma simples coincidência
Muitos, nem pesam nisso.
Se acreditarmos em nós, e no que semeamos
Teremos o fruto;
O tal fruto que colhemos é resultado do que plantamos,
Pois não podemos escolher frutos quando já plantados,
e sim, podemos pensar no que plantar ,
para que não tenhamos colheitas que não nos agradem.
entretanto, em uma colheita,
por mais que plantamos tais frutos “sadios”
a natureza pode vir a faltar, e dar-nos tempestades demais;
e assim, colhermos frutos “sadios” doentes.
E a vida?
Pode assim ser um desastre, já que foi feito o possível para
Semear bons frutos, e os bons frutos não vieram.
Mas pode ser uma dádiva,
Já que o tal fruto era sadio, e por uma coincidência do destino
Ele apenas teve um desagrado natural.
Somos um espelho de nós mesmos.
Nossas ações influenciam nossas estações
As vezes os dias são de flores com alguns espinhos,
Mas saberes colhe-lo de forma correta é a única maneira de não se ferir.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

“Relatos exaustos”

Humor negro, mais conhecido como melancolia;
Traz adversos sentimentos.
Escritores o vivem;
E o chamam de mal do século.
Reparo no amparo que recebem;
É tão ruim que nem percebem;
Desgostos é o que se doa,
A aqueles que dão paz numa tarde tola.
Escrever poemas, dizeres,
Regar flores em jardins de terras tão estéreis;
É o oficio de quem rabisca algumas palavras
A quem não merece nada.